Na prática, a medida encerra a paridade de preços do petróleo com o dólar e o mercado internacional, e pode alterar valores da gasolina e diesel.

Após um semestre de pressão nos preços dos combustíveis, Bolsonaro conta com o recuo do petróleo tentar reverter danos à imagem às vésperas da eleição.


A relação entre Bolsonaro e a estatal se agravou na semana passada depois que a Petrobras anunciou mais um aumento nos combustíveis.

À frente nas pesquisas de intenção de voto, Lula criticou Bolsonaro e contestou a atual política de preços da Petrobras; Bolsonaro, por sua vez, classificou o aumento como "traição com o povo brasileiro".

Líderes da categoria criticam o aumentos e acreditam que os impactos no bolso dos brasileiros podem levar a paralisações pontuais no país.

Com aval do Conselho Administrativo, Petrobras reajusta preços dos combustíveis em meio a discussão do governo federal com Congresso Nacional e governos estaduais.

"Espero que a Petrobras não queira aumentar diesel, aumentar gasolina nesses dias que estamos negociando aqui com o parlamento", declarou o presidente.

Governo quer evitar que um reajuste ofusque a aprovação do projeto, usado como um trunfo no esforço para tentar baixar os preços dos combustíveis às vésperas da eleição presidencial.

Último presidente da Petrobras durou pouco mais de um mês no cargo; esta será a quarta troca no comando da companhia no governo Bolsonaro.

O preço dos combustíveis se tornou um problema para as pretensões eleitorais de Bolsonaro, que tem criticado a política da Petrobras há algum tempo.