setor agropecuárioFoto: Gilson Abreu/AEN

Workshop debate as tendências e perspectivas para o agronegócio paranaense

Evento em Campo Mourão vai reunir agrônomos, convidados e empresas para falar sobre as novidades e os desafios do agro neste ano.

Um workshop em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado, vai debater as tendências, perspectivas e os desafios do agronegócio paranaense em 2024. O encontro é uma iniciativa do Centro Universitário Integrado e acontece neste sábado (24). As inscrições são gratuitas.

Na pauta do Workshop Agro 360º estão temas como a queda de preço das commodities, os custos de produção, as margens apertadas, as questões climáticas, a carência de estruturas de armazenamento e de mão de obra qualificada, entre outros.

Participam do encontro cerca de 40 agrônomos, convidados e empresas do segmento. O workshop acontece no Câmpus do Centro Universitário Integrado – Rua Lauro de Oliveira Souza, 440, Área Urbanizada II -, das 8h30 às 11h30. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelos telefones 44-99122-9524 / 3518-2500.

“Todos os profissionais do agronegócio precisam adquirir mais conhecimentos e ter informações atualizadas que os ajudem a tomar as melhores decisões; seja para orientar um produtor rural, melhorar processos, buscar inovações ou para fazer a gestão eficaz do plantio à comercialização”, afirma Felipe Treitinger, engenheiro agrônomo e CEO da Cumbre, empresa que tem foco em capacitação profissional voltada ao agronegócio.

Agronegócio terá ano desafiador em 2024, aponta Conab

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a safra 2023/24 indica um volume de produção de 306,4 milhões de toneladas. Se confirmado, o resultado é 4,2% menor ao obtido pelo setor em 2022/23.

O índice é um desafio a mais aos profissionais do agronegócio – seja o engenheiro agrônomo, o gerente da cooperativa, o fornecedor de insumos e de crédito, aquele que atua ao lado do agricultor – pois todos serão impactados, de uma forma ou de outra, pelos efeitos do El Niño. A intempérie climática tem provocado reflexos no campo e nas lavouras como redução do vigor das sementes, abortamentos florais, tombamentos de plantas, antecipação de ciclos fenológicos e replantios.

“Cada vez mais é necessário focar em gestão, inovação e estratégia. Será preciso investir em tecnologia, diversificar as culturas, contratar seguros agrícolas, melhorar a infraestrutura hídrica e de armazenamento, evitar a rotatividade de funcionários, entre outras ações. Por isso, 2024 será bastante desafiador para todos que atuam no agronegócio”, projeta Felipe Treitinger.