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Obesidade atinge 36% da população adulta no Paraná

A doença pode ser porta de entrada para outros problemas de saúde.

A obesidade atinge mais de um terço da população adulta do Paraná. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, 36% dos paranaenses sofre com algum grau da doença. Nesta segunda-feira (4) é celebrado o Dia Mundial da Obesidade.

A data foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população a respeito da doença e melhorar políticas de combate à obesidade.

A OMS considera a obesidade um dos mais graves problemas de saúde. Em 2025, a estimativa é de que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, isto é, com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 30.

A doença pode ser porta de entrada para outros problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Para a presidente do Conselho Regional de Nutricionistas do Paraná (CRN-8), Cilene Gomes Ribeiro, é fundamental estabelecer políticas públicas eficazes para controlar a doença e conscientizar a população.

“A falta de regulação na oferta de alimentos ultraprocessados para crianças em escolas, a falta de regulação da publicidade desses alimentos e a própria falta de educação alimentar e nutricional da população contribuem para esse cenário. As políticas públicas têm que envolver questões de acesso a alimentos mais saudáveis, bem como o acompanhamento real da saúde para que se tenha o monitoramento e o atendimento de quem sofre de obesidade”, avalia.

Obesidade atinge mais mulheres no Paraná, aponta levantamento

O levantamento do Ministério da Saúde sobre a obesidade aponta que a incidência da doença no Paraná é maior entre as mulheres: cerca de 38% da população feminina é atingida por algum grau de obesidade.

Já entre os homens, o percentual da população masculina diagnosticada com algum grau da doença no Estado é de 30%.

“A obesidade é uma doença multifatorial. Aliada aos fatores fisiológicos e metabólicos, existem fatores de ordem sociais, como acesso exacerbado a alimentos ultraprocessados que possuem muito açúcar, gordura e sódio. Além disso, são alimentos, em geral, mais baratos, com sabores e odores atrativos. Soma-se a isso, o consumo intenso de fast food que, em geral, são ricos em gorduras e em calorias”, completa Cilene Gomes Ribeiro.