Lucas Dezordi

Publicamos em dezembro de 2023, que os shows da cantora Taylor Swift contribuíram para uma forte aceleração nos preços das passagens aéreas, no segundo semestre. Para se ter uma ideia, no ano, as passagens aéreas subiram 47% e a inflação oficial do governo aumentou em 4,6%. Ou seja, muito acima dos preços em geral.

De fato, os consumidores os quais precisaram comprar passagens para ir aos shows da Taylor Swift em novembro no Rio e São Paulo, precisaram encaram essa forte escalada de preços. Mas o efeito não para por aí. Conforme os dados de 2023 vão sendo divulgados pelo governo, novos impactos são constatados.

Agora em janeiro, o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Ela destacou um crescimento de 2,2% em novembro em relação a outubro, dos Serviços prestados às famílias. Foi um valor importante para quebrar um ciclo negativo de quedas no volume de serviços no Brasil. Quando comparamos novembro desde ano em relação ao mesmo mês de 2023, a expansão foi de 5,4%. Um crescimento significativo.

Serviços prestados às famílias envolvem as atividades de hotéis, restaurantes, eventos culturais e de recreação e lazer, entre outros. Ou seja, atividades afetadas diretamente pelos shows em novembro. Vamos ver como esse item se comportou nos estados os quais os eventos da Taylor Swift ocorreram. No Rio de Janeiro, os serviços prestados às famílias cresceram 13,7% e em São Paulo 5,7%, no mês de novembro em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Temos, portanto, que os efeitos dos principais shows no terceiro trimestre de 2023 de Taylor Swift, Roger Waters e Paul McCartney agitaram a economia brasileira e contribuíram positivamente para uma expansão da atividade econômica, movimentando como demonstrado pelo IBGE, bares, hotéis, restaurantes, passagens aéreas e o lazer em geral.

Lucas Lautert Dezordi, é doutor em Economia, sócio da Valuup Consultoria, economista-chefe da TM3 Capital e professor da PUC PR.