"Cabe ao presidente reconhecer a sua derrota, cabe a ele fazer uma reflexão, e se preparar para daqui a uns anos concorrer outra vez, assim é o jogo democrático", avaliou Lula.

Apesar da polarização do pleito presidencial, a eleição ocorreu de forma pacífica; Alexandre de Moraes pediu ainda o fim de ataques contra a credibilidade das urnas eletrônicas.

A pesquisa mostra que Lula ampliou a vantagem entre os mais pobres, após revelado o plano do ministro Paulo Guedes de deixar de corrigir o salário mínimo e aposentadorias pela inflação passada.


Às vésperas das eleições, o debate da Globo é apontado como decisivo pelos candidatos para atração de eleitores indecisos e a consolidação de suas agendas.

"O bolsonarismo vai continuar, o ódio vai continuar por um tempo, os fanáticos vão continuar por um tempo. Mas acho que a gente vai ter um processo de reconciliação da população brasileira", disse.


A diferença entre Lula e Bolsonaro oscilou de cinco para seis pontos percentuais no comparativo com o último levantamento Quaest, realizado semana passada.

Conforme o levantamento, Lula tem 50,2% dos votos válidos, contra 49,8% de Bolsonaro; o cenário indica empate técnico entre os candidatos dentro da margem de erro.

Lula disse que esta é uma "semana decisiva": "Quem tem dúvidas da importância da gente reconquistar e praticar a democracia não pode mais ter dúvidas", afirmou.

A diferença se dá pelas punições do TSE aos dois candidatos, que foram obrigados a ceder tempo de direito de resposta após ataques nas propagandas.

No Brasil, 49% do eleitorado ganha até dois salários mínimos; 36%, de dois a cinco; 9%, de cinco a dez; e 4% recebem acima disso, segundo o Datafolha.