Ativo nas redes sociais, o silêncio de Bolsonaro sobre a derrota nas urnas já ultrapassa 36 horas; presidente não deu qualquer satisfação aos 58,2 milhões de eleitores que nele depositaram seu voto.

Governador apoiava a reeleição de Jair Bolsonaro à presidência, subindo ao palanque, participando de eventos e pedindo votos ao atual presidente.

Apesar da polarização do pleito presidencial, a eleição ocorreu de forma pacífica; Alexandre de Moraes pediu ainda o fim de ataques contra a credibilidade das urnas eletrônicas.

De acordo com um ministro de corte superior, Bolsonaro discursa para o seu eleitorado com o intuito de provocar tumultos no dia 30, em caso de derrota, e, assim, tenta preparar o "tapetão".

A pesquisa mostra que Lula ampliou a vantagem entre os mais pobres, após revelado o plano do ministro Paulo Guedes de deixar de corrigir o salário mínimo e aposentadorias pela inflação passada.


Às vésperas das eleições, o debate da Globo é apontado como decisivo pelos candidatos para atração de eleitores indecisos e a consolidação de suas agendas.

"O bolsonarismo vai continuar, o ódio vai continuar por um tempo, os fanáticos vão continuar por um tempo. Mas acho que a gente vai ter um processo de reconciliação da população brasileira", disse.


A diferença entre Lula e Bolsonaro oscilou de cinco para seis pontos percentuais no comparativo com o último levantamento Quaest, realizado semana passada.

Conforme o levantamento, Lula tem 50,2% dos votos válidos, contra 49,8% de Bolsonaro; o cenário indica empate técnico entre os candidatos dentro da margem de erro.

A diferença se dá pelas punições do TSE aos dois candidatos, que foram obrigados a ceder tempo de direito de resposta após ataques nas propagandas.