Os advogados do ex-presidente ainda podem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF); não há prazo para o julgamento do caso.

Os legisladores apontam semelhanças entre os ataques ao Capitólio, em Washington, em 2021, aos Três Poderes em Brasília, no último domingo.

Derrotado no segundo turno das eleições por Lula, o chefe do Executivo sempre levantou suspeitas, sem provas, contra as urnas eletrônicas.

Na semana que vem, Fachin será sucedido pelo ministro Alexandre de Moraes; na despedida, ministro defendeu a segurança das eleições e o combate à desinformação.

Bolsonaro tem repetido teorias da conspiração sobre as urnas para tentar deslegitimar o processo eleitoral, ataques a ministros do STF e TSE, além de insinuações golpistas.

Caso deixe o Palácio do Planalto e perca o foro privilegiado, como indicam pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro poderá ser julgado pela Justiça comum.

Principal adversário de Bolsonaro nas eleições, Lula afirmou que "é uma pena que o Brasil não tenha um presidente que chame 50 embaixadores para falar sobre algo que interesse o país".

Os sistemas eleitorais ainda passam por testes internos e podem ser aperfeiçoados até a lacração das urnas, que deve acontecer até 12 de setembro.

Em evento em Maringá, na véspera, Bolsonaro havia voltado a colocar em dúvida o sistema eleitoral e disse que seu governo não aceitaria provocações.