Sergio MoroFoto: Wilson Dias/Agência Brasil

Julgamento que pode levar à cassação de Sergio Moro é retomado; acompanhe

Caso Moro seja cassado, ele ficará inelegível até 2030.

O julgamento que pode levar à cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil) será retomado pelo TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) nesta quarta-feira (3). A sessão está marcada para as 14h, em Curitiba, e será transmitida ao vivo pelo YouTube da Corte.

Esse será o segundo dia do julgamento no TRE-PR, que teve início na última segunda-feira (1º). A Justiça Eleitoral pode chegar ao veredito hoje, mas existe a possibilidade que a sessão avance para um terceiro dia, caso necessário. Se confirmado, o julgamento deverá ser concluído na próxima segunda-feira (8).

Caso Sergio Moro seja cassado, ele ficará inelegível até 2030. Além disso, uma nova eleição para ocupar a vaga no Senado será convocada em caráter suplementar.

Senador pelo Paraná, Moro é alvo de duas ações por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. Os processos foram movidos pelo PL (Partido Liberal) e pelo PT (Partido dos Trabalhadores). O Ministério Público Eleitoral já se manifestou favoravelmente à cassação do mandato.

O relator das ações, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, votou contra a inelegibilidade do parlamentar. Ele concluiu que não houve abuso de poder econômico, nem prova de caixa dois ou abuso nos meios de comunicação, e, assim, julgou improcedentes os pedidos. Na sequência, o desembargador José Rodrigo Sade, o segundo a votar, pediu vistas e a primeira sessão foi suspensa.

A sessão de hoje (3) será aberta com o voto do desembargador José Rodrigo Sade. Na sequência, os votos serão proferidos pelos seguintes membros da Corte, na seguinte ordem: desembargadora Claudia Cristina Cristofani; desembargador eleitoral Julio Jacob Junior; desembargador eleitoral Anderson Ricardo Fogaça; desembargador eleitoral Guilherme Frederico Hernandes Denz; e o presidente do TRE-PR, desembargador Sigurd Roberto Bengtsson.

Além do ex-juiz Sergio Moro, os suplentes dele, Luis Felipe Cunha e Ricardo Augusto Guerra, também são alvos dos processos que apontam “desequilíbrio eleitoral”.