Foto: Jonathan Campos/AEN

Puxadas pelo Paraná, exportações de peixes crescem em 2023

O Estado é líder nacional em produção e exportação de tilápias.

As exportações de peixes cresceram 4% em 2023, no comparativo com o ano anterior. A tilápia e seus produtos lideraram as exportações, puxadas pelo Paraná, responsável por 80% da comercialização da espécie ao mercado exterior.

Os dados Ministério da Economia e compiladas pela Embrapa Pesca e Aquicultura em parceria com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

Conforme o levantamento nacional, as exportações da piscicultura brasileira atingiram U$S 24,7 milhões em 2023. Em toneladas, entretanto, o setor registrou queda de 20%, passando de 8.487 t (2022) para 6.815 t (2023).

Para a Peixe BR, o crescimento em dólar e a queda em toneladas ocorreram devido à mudança nos tipos de produtos exportados nos últimos anos.

“O aumento dos embarques de filés frescos e a queda dos peixes inteiros congelados – de menor preço – são os principais responsáveis pelo incremento do valor médio por kg. Em 2022, o preço médio por kg comercializado no exterior era US$ 3,49 kg e, em 2023, foi de US$ 4,23/kg, o que equivale ao aumento de 21,2%”, explica Francisco Medeiros, presidente executivo da entidade.

Paraná é líder nacional em produção e exportação de tilápia

O Paraná desempenha papel de destaque no crescimento da piscicultura no país. A produção de peixes do Estado representa 15% do mercado nacional, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados em 2023.

Os dados do IBGE apontam que o Valor Bruto de Produção (VBP) da aquicultura paranaense soma R$ 6,9 bilhões. A tilápia representa 40% desse valor total.

A tilápia e seus produtos lideraram as exportações brasileiras em 2023, com receita total de US$ 23,3 milhões, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura. Desse total, US$ 18,6 milhões foram movimentados pelas exportações paranaenses do produto, que representam 80% do total do volume de peixes da espécies enviados ao mercado externo.

“O Brasil produz peixes de cultivo de alto valor agregado, com rastreabilidade e selo de produção sustentável. O crescimento das vendas externas é resultado da profissionalização e escala de produção das empresas, pois o mercado internacional é bastante exigente em termos de qualidade”, completa o presidente da Peixe BR.

Na segunda posição em exportações estão São Paulo, com US$ 2,7 milhões (12% do total), e Bahia, com US$ 1,3 milhões (6% do total).

O principal parceiro comercial do Brasil são os Estados Unidos, que importaram aproximadamente US$ 21,7 milhões (88% do total). Em seguida, aparecem China, com US$ 674.146 (3%), e Japão, com US$ 550.294 (2%).