Foto: Luiz Costa/SMCS

Acidentes envolvendo ciclistas e pedestres em canaletas de ônibus disparam em Curitiba

Além de perigoso, o uso indevido dos espaços é proibido.

Os acidentes envolvendo ciclistas e pedestres nas canaletas exclusivas de ônibus do transporte público dispararam em Curitiba. Além de perigoso, o uso indevido dos espaços é proibido.

Um levantamento elaborado pela Urbs (Urbanização de Curitiba), que gere o transporte coletivo na Capital, indica um aumento de 51% no número de acidentes em canaletas em 2023, no comparativo com o ano anterior.

Conforme a empresa, foram registrados 59 acidentes nas canaletas envolvendo ciclistas e pedestres no ano passado, com 54 feridos e três mortes. Em 2022, 39 acidentes ocorreram nos espaços destinados aos ônibus, com 44 feridos e quatro mortes.

Nos dois primeiros meses de 2024 já ocorreram nove acidentes, com oito feridos. No mesmo período do ano passado foram seis acidentes com oito feridos.

“Há uma falsa ideia de que a canaleta é mais segura, o que faz com que muitas pessoas prefiram pedalar ou correr nestes espaços. Mas não é verdade. O impacto do choque com um ônibus do porte de um expresso biarticulado é brutal. Estamos falando de veículos robustos, de cerca de 36 toneladas com lotação, contra duas toneladas de um automóvel”, alerta o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

A circulação de pedestres e ciclistas nas canaletas é proibida. As canaletas são exclusivas para circulação do transporte coletivo e para veículos que fazem atendimentos de emergência hospitalares e de segurança pública, com o giroflex ligado. Mesmo assim, são comumente utilizadas por uma parcela dos ciclistas na cidade.

Outra conduta perigosa é a prática conhecida como “pegar rabeira”, onde ciclistas sobem na traseira dos coletivos de forma clandestina.