Pedro Ribeiro
(Foto: Vinícius Eduardo/Divulgação Operário)

 

A epidemia de dengue em pequenas cidades do interior do Estado tem levado as autoridades, agentes, atores e voluntários, do setor de saúde pública à beira da loucura, literalmente. E com razão, porque a maioria desses municípios não faz a lição básica, de casa, que é cuidar do seu quintal, não deixando acumular lixo. Em relação a isso, ninguém pode criticar o Governo do Estado e até mesmo o Governo Federal, que sai ano, entra ano e estão com campanhas de orientação em relação aos cuidados que as pessoas devem tomar para não deixar que focos do mosquito sejam depositados em seus quintais, nas suas ruas e até mesmo, em alguns casos, dentro da própria residência.

Esta semana, vejo em um grupo do qual participo, nas redes sociais, uma série de fotos de sofás velhos, cadeiras, almofadas e outros lixos, jogados em uma esquina de rua na minha cidade, Alto Paraná, onde existem, hoje, dezenas de casos da doença. Os responsáveis por terem jogados este material na rua deveriam ser presos, a exemplo do que fez o prefeito de Paranavaí que colocou na cadeia pessoas negligentes que além de não combaterem os focos dos mosquitos ainda contribuem para sua proliferação.

Observando os comentários sobre a atitude do morador de Alto Paraná, os munícipes estão indignados porque, por mais que se esforcem para que isto não aconteça, la vem um irresponsável e destrói todo um trabalho de conscientização, de limpeza e de tentativa de eliminar tais focos.

No final da semana passada, na Maristela, pequeno distrito da cidade, dezenas de pessoas saíram voluntariamente às ruas para uma completa limpeza dos possíveis depósitos de larvas do mosquito. E ai vem um cidadão desses e compromete todo um trabalho. Não podemos acreditar que essa pessoa, essa família, não tenha conhecimento e a consciência do perigo que isso possa trazer para a saúde de todos que moram nessa casa e na vizinhança.

É lamentável