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Ponte de Guaratuba: Aves e peixes são monitorados durante as obras
(Foto: Gabriel Rosa/AEN)

Ponte de Guaratuba: Aves e peixes são monitorados durante as obras

O trabalho é feito de três e três meses até o final da obra.

paranaportal - quarta-feira, 19 de junho de 2024 - 18:37

O Consórcio Supervisor da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, está monitorando as aves e os peixes da região para acompanhar o equilíbrio do ecossistema da área da obra. Além disso, também são avaliados os impactos da construção da ponte.

O monitoramento avalia a quantidade de animais e a variedade de espécies, que funcionam como indicadores ambientais no local da obra e nos arredores.

Em 2024, mais de 100 espécies de aves foram identificadas. Entre os animais estão tucanos-do-bico-verde, corujas-buraqueiras, tiês-sangue, aracuãs-escamosos, garças brancas grandes, fragatas, socós-dorminhocos e guarás.

Já a ictiofauna é o conjunto de espécies de peixes, que desempenha funções essenciais na estruturação e funcionamento de ambientes aquáticos, pois participam ativamente na manutenção e equilíbrio da teia alimentar e ciclagem de nutrientes. Além disso, economicamente, são relevantes como fonte de proteína, sendo base alimentar de diversas comunidades.

O trabalho é feito de três e três meses até o final da obra em seis diferentes pontos de Guaratuba e Matinhos, incluindo a área da ponte e o Parque Nacional Saint Hilaire Lange, sendo que os dados são comparados ao longo do tempo. A medida é uma condicionante da Licença de Instalação (LI), emitida em maio deste ano.

“Ao analisar a composição, riqueza e abundância de espécies em uma região, é possível determinar o nível de conservação deste local. Isto é fundamental para que estratégias de mitigação sejam traçadas caso o monitoramento identifique alterações”, afirmou a bióloga do Consórcio Supervisor da Ponte de Guaratuba (CSPG), Aline Prado.

De acordo com a bióloga, as aves ajudam na dispersão de sementes, na polinização, ciclagem de nutrientes e controle populacional de presas.

“Além disso, trabalham até na limpeza dos ambientes, por meio da retirada de carcaças de outros animais, como no caso dos urubus”, disse. “No caso dos peixes, além de garantir a segurança alimentar, a pesca desses animais é uma atividade tradicional, a qual mantém viva a identidade, aspectos culturais, tradições ancestrais e conhecimentos empíricos dessas comunidades”, completou ela.

*Com Agência Estadual de Notícias.

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