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Júri de homem acusado pela morte da enteada é adiado pela 2ª vez
Geraldo Bubniak/AGB

Júri de homem acusado pela morte da enteada é adiado pela 2ª vez

Dessa vez, a defesa de Everson Cilian não compareceu em plenário

Mirian Villa - quinta-feira, 23 de maio de 2024 - 11:38

O júri popular de Everson Luís Cilian, acusado de ajudar a ex-companheira na morte da enteada, foi adiado novamente. Dessa vez, segundo o MPPR (Ministério Público do Paraná), devido ao não comparecimento da defesa.

A equipe alegou que possuía tempo hábil para a realização da sessão plenária. O julgamento foi remarcado para o dia 5 de junho, em Campina Grande do Sul, já que na época o município de Quatro Barras integrava a comarca.

Inicialmente, o júri de Everson Cilian estava marcado para 15 de maio. Na época, a defesa apresentou um atestado de saúde informando que o réu não poderia comparecer em plenário. Coincidentemente, na mesma semana do julgamento, a outra ré, e mãe da vítima, foi presa. Tânia Djanira Melo Becker de Lorena foi considerada foragida por 17 anos.

Everson Cilian foi preso em 2023, em Apucarana, estando detido até hoje. As ações penais contra os dois foram desmembradas, de modo que cada um responde a uma ação específica.

Andréa Rosa de Lorena foi morta em fevereiro de 2007, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, deixando dois filhos, de cinco anos e nove meses, na época. O assassinato teria sido praticado pela mãe, Tânia, e o companheiro da época, Everson, justamente porque a avó queria a guarda do neto, que disputava com a filha em um processo judicial.

Segundo a denúncia do MPPR, os acusados mataram a mulher na casa dela, depois de um almoço familiar. Ela foi enforcada com um fio elétrico e teve o corpo colocado embaixo de uma cama. O cadáver foi descoberto dois dias depois.

O Ministério Público sustenta que o homicídio teve três qualificadoras: motivo fútil, meio cruel e meio que impossibilitou a defesa da vítima.

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