Saúde
Paraná registrou 12,2 mil quedas de idosos em 2024; conheça os riscos deste acidente
(Foto: rawpixel.com/Pexels)

Paraná registrou 12,2 mil quedas de idosos em 2024; conheça os riscos deste acidente

Em 2023, 1,2 mil idosos do estado morreram em decorrência das quedas

Brenda Iung - quarta-feira, 19 de junho de 2024 - 20:30

A Secretaria de Saúde do Paraná (SESA) alerta para um problema grave entre os idosos: o alto número de quedas. Foram 12,2 mil acidentes somente em 2024. 11,8 mil ocorrências de quedas de idosos entre 60 e 103 anos foram registradas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). E essa situação não se ateve apenas aos chamados de emergência. Continue lendo para saber o que as quedas de idosos podem indicar.

Nos seis primeiros meses deste ano, a Atenção Primária à Saúde atendeu 1 mil casos de quedas de pacientes desta faixa etária. De acordo com a SESA, em 2023 a situação também foi alarmante: 30 mil registros.

Quedas de idosos podem levar à morte

As informações da SESA explicam que as causas mais comuns de quedas são: escorregões, tropeços, passos em falso e falta de equilíbrio.

Além de comprometer a qualidade de vida, ao deixar sequelas, as quedas de idosos podem levar à morte. O Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), monitorado pelo Ministério da Saúde, demonstra que 1,2 mil idosos morreram no Paraná em decorrência de quedas. Os casos incluem quedas de mesmo nível e de plano elevado.

“Os serviços de urgência e emergência do Estado recebem mais de 40 chamados por dia da própria pessoa que sofreu a queda, de familiares ou vizinhos. O atendimento ao trauma é feito pensando na agilidade e cuidado aos pacientes que necessitam do nosso serviço, com cobertura de 100% do território paranaense”, explica a gerente de Atenção à Urgência da Sesa, Giovana Fratin.

Embora seja comum, as quedas não podem ser levadas como um acontecimento normal do envelhecimento e podem sinalizar doenças mais graves, explica a médica geriatra da Divisão de Atenção à Saúde do Idoso da Sesa, Caren Cristiane Muraro.

“Uma simples queda pode camuflar algo que não está bem, pode ser um reflexo de algo maior. Por isso, nunca se deve omitir a sua ocorrência à família e aos profissionais de saúde.Pode ser um sinal de um possível indicativo de fragilidades físicas e até doença aguda, contribuindo para esse número expressivo de acidentes que ocorrem todos os dias no Paraná”, alerta.

Idosa paranaense teve uma fratura no fêmur após uma queda

De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias, a paranaense Delvair Piovesan Soligo (87) sofreu uma fratura no fêmur e precisou passar por uma cirurgia em janeiro deste ano. Samyra Soligo, neta dela, contou que a avó perdeu o equilíbrio e caiu ao tentar pegar o celular.

“Minha avó teve um acidente vascular cerebral há um ano, que deixou algumas sequelas. Por ter uma cardiopatia, após a queda, a levamos diretamente para o hospital. Lá constataram a necessidade da cirurgia na perna. Apesar de algumas complicações no pós-operatório, atualmente ela está bem”, conta.

Saiba quais são os fatores de risco para quedas

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, lista os fatores de risco para quedas:

  • idade avançada
  • história prévia de queda
  • imobilidade
  • baixa aptidão física
  • fraqueza muscular de membros inferiores
  • fraqueza do aperto de mão
  • equilíbrio diminuído
  • marcha lenta com passos curtos
  • dano cognitivo
  • doença de Parkinson
  • uso de sedativos, hipnóticos e ansiolíticos
  • polifarmácia (uso de medicamentos diversos de forma simultânea)

A médica Cristiane Muraro completa haver uma prevalência de quedas entre mulheres. E que doenças como a osteoporose, a miopia, a catarata, a diabete e a labirintite também ampliam o risco de quedas — uma vez que contribuem para os problemas de locomoção.

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