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Pequeno Príncipe promove mutirão de cirurgias de alta complexidade
Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe

Pequeno Príncipe promove mutirão de cirurgias de alta complexidade

São oito procedimentos em pacientes adolescentes com escoliose idiopática

Mirian Villa - quinta-feira, 13 de junho de 2024 - 10:10

O Junho Verde também tem o objetivo de conscientizar a população sobre a escoliose, uma deformidade da coluna vertebral que atinge até 4% do público de 10 a 16 anos. A doença tem quatro tipos e a mais comum é a idiopática, que representa cerca de 80% dos casos, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Nesta semana, o Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do país, realiza um mutirão de cirurgias de alta complexidade em pacientes com escoliose. A deformidade pode estar presente desde o nascimento ou se desenvolver na adolescência.

Nas formas mais leves, a doença pode causar apenas desconforto, mas nos casos mais graves pode afetar órgãos internos. Por isso, no público pediátrico, o diagnóstico deve ser feito precocemente. O ortopedista Carlos de Abreu Aguiar explica que a escoliose tem várias causas e que o objetivo do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente.

“A escoliose é um desvio da coluna, ela tem várias causas de aparecimento, que impede o desenvolvimento e afeta a qualidade de vida. O objetivo da cirurgia ou do tratamento é melhorar a qualidade de vida e impedir algumas vezes o desenvolvimento grave ou aumento do desvio ao longo da vida.”

Os oito pacientes escolhidos para participar do mutirão do Hospital Pequeno Príncipe têm entre 12 e 17 anos e apresentam grau severo da doença. O tempo médio de cada procedimento cirúrgico é de quatro horas e é realizado por duas equipes multiprofissionais, formadas por cerca de 10 pessoas.

“Trata-se de uma cirurgia longa, muitas pessoas são envolvidas. Não é só cirurgia de coluna, especialista, ortopedista. É uma equipe grande envolvida para que a cirurgia tenha sucesso e a estrutura hospitalar precisa ser muito boa para que a cirurgia ocorra com segurança.”

No Brasil, são 6 milhões de pessoas afetadas pela escoliose.

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