Divulgação/Ibcmed

Febre oropouche: Curitiba confirma dois casos da doença

Não há registro de pessoas que tenham contraído a doença na Capital

A doença que atinge o Amazonas, a febre oropouche, chegou em Curitiba. Dois casos foram registrados em janeiro por pacientes que estiveram em Manaus, ou seja, o vírus foi importado. Não há registro de pessoas que tenham contraído a doença na capital paranaense.

Conforme a secretaria de Saúde de Curitiba, os dois casos foram leves e os pacientes tiveram boa recuperação. Ambos foram tratados com o diagnóstico de dengue. Os sintomas da infecção pelo arbovírus oropouche são muito parecidos com a dengue, como febre, mal estar, dores no corpo e, nos casos mais graves e raros, encefalite.

A semelhança dificulta o diagnóstico clínico, principalmente neste momento que o Brasil enfrenta, de epidemia da doença transmitida pelo aedes aegypti. A transmissão ocorre pela picada do mosquito maruim infectado. Mosquitos do gênero culex também podem atuar como vetores.

Febre oropouche

O período de incubação do vírus varia entre quatro e oito dias, quando os surgem os primeiros sintomas. Segundo especialistas, a manifestação costuma durar de cinco a sete dias. Já o tratamento é realizado com medicamentos para amenizar as dores, além de hidratação.

Até o momento não existe vacina ou antiviral para a febre oropouche. A prevenção da doença é a mesma da dengue: vistoria semanal das casas, quintais e locais de trabalho; uso de repelentes e roupas com manga longa; uso de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e janelas.

Arbovírus: o que são?

Conforme a Fiocruz, são vírus transmitidos por artrópodes como, por exemplo, o vírus da dengue, transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. Existem centenas de arbovírus conhecidos, destes, mais de 30 foram identificados infectando seres humanos.

Os arbovírus incluem os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, que são mais conhecidos da população, além dos vírus mayaro e oropouche.