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Greca: Golpe, contragolpe, frustração e convivência com o intolerável
(Pedro Melo/Paraná Portal)

Greca: Golpe, contragolpe, frustração e convivência com o intolerável

Prefeito Rafael Greca foi apunhalado pelas costas e Curitiba não merece interferência de quem não conhece a cidade

Pedro Ribeiro - segunda-feira, 1 de julho de 2024 - 17:10

Sem querer menosprezar o malabarismo intelectual protagonizado pelo governador Ratinho Junior (PSD) na aliança forçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para colocar goela abaixo o ex-deputado federal Paulo Martins (PL), na vice de Eduardo Pimentel à Prefeitura de Curitiba, o prefeito Rafael Greca (PSD) não merecia certeira punhalada pelas costas. Se o Paraná tem um dono, que é Ratinho Junior, Curitiba também tem e se chama Rafael Greca.

Não há como afirmar que a manobra foi perniciosa, mas não erramos ao dizer que o cidadão mais curitibano de todos sentiu o golpe ao ponto de lançar, mesmo antes das exigências da lei eleitoral, a sua secretária do Meio Ambiente, Marilza Dias, a pré-candidata do seu pupilo, o vice-prefeito Eduardo Pimentel que pouco pode interferir diante de seu descontentamento considerado tímido.

Os aliados de Greca consideram tóxica a imposição do fracassado ex-presidente da República que teve sua oportunidade, mas não conseguiu lograr êxito. Pelo contrário, fomentou discórdia e ódio em todo o país e agora envenena uma cidade que lhe deu apoio durante sua eleição e não fugiu do mesmo apoio na sua derrota.

Ainda é cedo para avaliar o golpe. Todos sabemos que Greca tem um amor incondicional por Curitiba e seu lado político não coaduna com a extrema direita. Suas veias devem estar pulsando sangue quente na busca de conter sua frustração. Como também é acostumado – e sua história política tem mostrado – a viver com o intolerável, Greca ainda espera ser oficializado secretário de Estado das Cidades a partir de Janeiro e, quem sabe, obter apoio do próprio Ratinho Junior, ao Palácio Iguaçu. Caso contrário…

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